O governador Jerônimo Rodrigues e outros chefes do Executivo do Nordeste realizaram nesta quarta-feira (17), no Centro de Eventos do Ceará, em Fortaleza, a COP Nordeste, encontro organizado pelo Consórcio Nordeste como reunião preparatória para a COP 30, que será realizada em novembro, no Pará. A COP Nordeste discutiu os desafios e oportunidades que a transição energética traz para a região e marca o esforço conjunto dos estados nordestinos para definir uma pauta unificada sobre o tema ambiental.
Em sua participação, o governador Jerônimo Rodrigues ressaltou o papel do Estado na agenda ambiental. A Bahia tem hoje uma matriz elétrica 98% renovável e lidera investimentos em energia eólica e solar no país, com mais de 1,2 mil empreendimentos espalhados por 70 municípios. Ele destacou ainda o Plano Estadual do Hidrogênio Verde e o Protener, primeira política estadual de transição energética do Brasil, sancionada em abril de 2025, que estimula parcerias público-privadas, incentiva pesquisa e inovação e promove a substituição de fontes fósseis por renováveis.
“Estamos apresentando nossas experiências e unindo esforços, nos preparando para as discussões da COP30. Uma união em defesa da transição energética, do meio ambiente e da pauta da Caatinga, que é um bioma específico dos nossos estados, por exemplo”, disse Jerônimo.
Além de Jerônimo, estiveram presentes o governador Elmano de Freitas, do Ceará; Fatima Bezerra, do Rio Grande do Norte; Rafael Fonteles, do Piauí; o vice-governador de Alagoas, Ronaldo Lessa e a vice-governadora de Pernambuco, Priscila Krause. O evento coloca a região como uma das protagonistas nas discussões sobre transição energética, justiça climática e combate à desertificação, temas que estarão presentes na COP30.
Para reafirmar a posição de protagonismo, durante a COP Nordeste, os governadores assinaram dois documentos firmando compromissos ambientais. O primeiro com a Convenção das Nações Unidas para o Combate à Desertificação, reforça políticas de mitigação dos efeitos das secas e proteção dos biomas da região. O segundo, uma carta-compromisso intitulada Plano Nordeste de Transformação Ecológica, que integra as prioridades dos nove estados nordestinos para avançar na economia verde, fortalecer comunidades tradicionais e valorizar a Caatinga e a bioeconomia.
“Dentre os projetos apresentados, tanto dos governos, quanto das empresas, assinamos o Corações Unidos, um convênio para que a gente possa atuar na mitigação das estiagens, das secas e, em especial, na desertificação dos municípios da região brasileira, em especial do Nordeste e da Bahia, é claro”, finalizou Jerônimo.
Texto: Daniel Senna/GOVBA
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