O Carnaval da Bahia, expressão da cultura popular e da criatividade coletiva, ganha novos sentidos nas escolas estaduais com o Projeto Bloquinho de Estudantes, apresentado pela Secretaria da Educação do Estado (SEC), por meio da Coordenação de Políticas Públicas para Juventude em Processos Educacionais (COJEPE). A iniciativa integra ações pedagógico-culturais que colocam a festa como eixo do processo educativo, articulando aprendizagem, arte, identidade e participação juvenil. O projeto percorreu unidades escolares de Paripe, Pirajá, San Martin e Brotas, em Salvador.
A proposta utiliza o Carnaval como ferramenta pedagógica para fortalecer o protagonismo estudantil e promover aprendizagens significativas. No Colégio Estadual Góes Calmon, em Brotas, a pedagoga e cuidadora Edilene Silva participou da Oficina de Circo, realizada nesta quarta (11), e avaliou a experiência como positiva. “Foi uma vivência transformadora, que desenvolveu consciência corporal, autoestima e habilidades socioemocionais fundamentais para que os nossos estudantes se posicionem com segurança na escola e na vida”, disse. A aluna Sabrine Santos, 14 anos, também ressaltou o impacto da atividade. “Aprendemos técnicas circenses, trabalhamos expressão corporal e superamos a timidez em um ambiente acolhedor e inspirador”.
Ao valorizar culturas negras, populares e periféricas, o projeto amplia o olhar dos jovens sobre o Carnaval para além do entretenimento, estimulando o sentimento de pertencimento e a consciência social. “O Bloquinho de Estudantes busca ressignificar a festividade a partir do aprendizado e do empreendedorismo, utilizando o Carnaval como eixo estruturante de práticas educativas, reconhecendo sua importância histórica e formativa”, explica a técnica em Engajamento Estudantil da COJEPE, Rafaela Brito.
No Colégio Estadual Luís Viana, em Brotas, as estudantes Lara Hana e Mikaely participaram da Oficina de Confecção de Abadás e celebraram a iniciativa. “Foi um momento de integração, criatividade e valorização da nossa cultura. A gente aprende se divertindo e entende que o Carnaval também é conhecimento”, afirma Lara. Mikaely reforça a opinião da colega. “Essas atividades despertam talentos, fortalecem amizades e mostram que a escola pode ser um espaço de expressão e protagonismo juvenil”.
Diversidade cultural
O projeto será desenvolvido em 30 unidades escolares da rede estadual, envolvendo colégios, centros de educação profissional e unidades de tempo integral em diferentes bairros de Salvador. As ações incluem laboratórios socioculturais com vivências de circo, confecção de máscaras, pintura carnavalesca, customização de abadás e práticas de percussão.
Fonte: Ascom/SEC
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