O Ministério Público da Bahia ajuizou ação civil pública para que a Justiça determine, em decisão liminar, ao Município de Barra e ao Serviço Autônomo de Água e Esgoto (SAAE) a adoção de medidas imediatas para assegurar o abastecimento regular de água potável às comunidades rurais de Sambaíba e Boa Esperança, além da implementação de uma solução estrutural definitiva para o problema. A ação foi proposta, no último dia 7, pelo promotor de Justiça Mateus da Silva.
A ação decorre de apuração iniciada após a Vigilância em Saúde Ambiental da Secretaria da Saúde do Estado da Bahia (Sesab) apontar que moradores de Sambaíba, na ausência de fornecimento regular, estavam utilizando substância fornecida em recipiente plástico, a qual era adicionada à água de elevada turbidez com a finalidade de torná-la aparentemente límpida e, supostamente, adequada ao consumo humano. Amostras desta água foram examinadas em laboratório da Universidade Federal do Oeste da Bahia (Ufob). O laudo técnico apontou elevada concentração de alumínio no produto analisado e alertou para os riscos decorrentes de seu uso sem controle especializado.
O promotor destaca que, embora tenham sido adotadas medidas emergenciais ao longo dos últimos anos, como o fornecimento de água por carros-pipa, distribuição de filtros e caixas-d’água e a realização de procedimentos licitatórios para implantação de uma estação de tratamento, não houve comprovação da conclusão das obras ou da entrada em funcionamento de uma solução permanente para garantir abastecimento regular e contínuo às comunidades.