O valor da produção agrícola da Bahia alcançou R$ 56,23 bilhões em 2025, cerca de 6,1% do total nacional. Com esse resultado, o estado manteve a 7ª posição no país e a liderança no Nordeste, respondendo por 49% do valor da produção agrícola da região. Os números estão no Boletim Anual da Agricultura – Desempenho da Agricultura Baiana em 2025, divulgado pela Superintendência de Estudos Econômicos e Sociais da Bahia (SEI) com base na Pesquisa Agrícola Municipal (PAM/IBGE). A SEI também lança o Painel da Produção Agrícola da Bahia, que permite consultar os dados da pesquisa com buscas por produto, município, território de identidade e período, com dados de 2015 até 2025. A plataforma está disponível no site da SEI ou diretamente no endereço infovis.sei.ba.gov.br/agricultura.
A valorização da soja, do café e das frutas, as condições climáticas favoráveis, a mecanização e a diversificação das culturas contribuíram para o bom desempenho da lavoura no período. A safra de grãos cresceu 13,3%, passando a 13,76 milhões de toneladas, o maior volume do período de 2015 a 2025. A área colhida avançou 5,2%, para 3,49 milhões de hectares, com expansão liderada pela soja e pelo algodão.
Os grãos geraram R$ 28,12 bilhões, e a fruticultura somou R$ 8,95 bilhões. Soja, algodão, cacau, café e milho concentraram 71,2% do valor estadual. A soja permaneceu como principal produto, com R$ 16,55 bilhões. Em seguida vieram o algodão, com R$ 7,85 bilhões, o cacau, com R$ 5,80 bilhões, os cafés canephora e arábica, que somaram R$ 6,91 bilhões, e o milho, com R$ 2,93 bilhões. A Bahia liderou a produção nacional de manga, maracujá, graviola e cebola e ficou em 2º lugar em algodão, cacau, café canephora e mamão. O estado também apresentou forte especialização em mamona e sisal, com 95,4% e 96,8% da produção brasileira, respectivamente.
No Matopiba, a agricultura baiana integra um dos principais eixos nacionais de produção de grãos. Dentro do estado, o Oeste baiano se consolidou como principal polo agrícola. Somente a Bacia do Rio Grande respondeu por 39,5% do valor da produção estadual. São Desidério e Formosa do Rio Preto, com R$ 8,22 bilhões e R$ 5,89 bilhões, respectivamente, figuraram entre os maiores municípios agrícolas do país e ocuparam a 1ª e a 2ª posições na produção nacional de soja. Fora desse eixo, Juazeiro e Casa Nova destacaram-se na fruticultura irrigada e, juntos, responderam por 39,4% da produção nacional de manga. Também se destacaram Mucugê e Ibicoara nas hortaliças e no café, e Itamaraju no café canephora. Os 12 municípios com maior valor de produção concentraram 56,7% do total estadual.
Fonte: Ascom/SEI
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